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GenissonGabriel

Prospecção08 de julho de 20266 min de leitura

SDR: quando faz sentido contratar pré-vendas na sua empresa

Pré-venda não é luxo de empresa grande. É a resposta para o vendedor que passa o dia triando contato em vez de vender.

Existe um momento na vida de uma operação comercial em que o vendedor vira recepcionista. Ele passa a maior parte do dia respondendo pergunta de quem não vai comprar e chega no fim do mês com poucas propostas enviadas.

Esse é o sinal de que falta pré-venda.

O que o SDR faz de fato

O SDR — pré-vendedor — é quem faz o primeiro contato, entende a situação do lead, verifica perfil e momento, e decide se aquilo vira reunião para o closer, entra em nutrição ou é descartado.

Ele não vende. Ele protege o tempo de quem vende. E, quando bem treinado, chega para o vendedor com contexto: o que a pessoa precisa, qual o cenário atual, qual a urgência e qual o orçamento aproximado.

Sinais de que já está na hora

Não é uma questão de tamanho da empresa, e sim de proporção entre volume de contatos e tempo de quem fecha.

  • O vendedor gasta mais tempo triando do que negociando
  • Muitos contatos entram e poucos viram proposta
  • Leads ficam sem resposta em horários de pico
  • A empresa quer aumentar mídia mas o time já está saturado
  • Reuniões acontecem com gente sem perfil, desperdiçando agenda

O que precisa existir antes de contratar

Contratar SDR sem processo é criar mais um lugar onde o lead se perde. Antes da contratação, é preciso ter critérios de qualificação escritos, roteiro de abordagem, cadência de tentativas definida e CRM com etapas claras.

Sem isso, o SDR vai improvisar, e a empresa vai concluir que 'pré-venda não funciona' — quando o que faltou foi processo.

Como medir se está valendo a pena

Os indicadores da pré-venda são objetivos: número de leads trabalhados, taxa de conexão, taxa de qualificação, reuniões marcadas e, principalmente, taxa de comparecimento e de conversão dessas reuniões em proposta.

Se o SDR marca muitas reuniões que não convertem, o critério de qualificação está frouxo. Se marca poucas, ou o critério está rígido demais ou a entrada de leads é ruim. Os dois casos se corrigem — mas só se estiverem sendo medidos.

Perguntas frequentes

Posso ter um SDR meio período?
Pode, e em operações menores é o caminho natural. O importante é que a função exista com clareza — alguém responsável por primeiro contato e qualificação, com meta própria e critérios definidos.
SDR serve para inbound ou outbound?
Para os dois, com rotinas diferentes. No inbound, ele trabalha quem chegou; no outbound, ele prospecta ativamente. Misturar as duas funções na mesma pessoa sem separar tempo e meta costuma prejudicar as duas.

Pré-venda não é sobre ter mais gente. É sobre parar de usar o tempo mais caro da operação — o de quem fecha — para triar contato.

Marketing sem processo comercial gera oportunidade. Processo comercial sem demanda gera ociosidade.

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